EFE/EPA/SEBASTIEN NOGIER
EFE/EPA/SEBASTIEN NOGIER

Terceiro suspeito é preso por ataque terrorista em Nice, na França

Brasileira está entre as vítimas do ataque a faca na saída de uma igreja na última quinta-feira, 29

Redação, O Estado de S.Paulo

31 de outubro de 2020 | 07h57
Atualizado 03 de novembro de 2020 | 13h04

PARIS - Um terceiro suspeito de ter ligação com o ataque a faca que matou três pessoas em Nice, na França, foi preso nesta sexta-feira, 30, segundo fonte da polícia local. O ataque, ocorrido na última quinta-feira, 29, foi classificado como terrorista pelas autoridades francesas e deixou três vítimas, entre elas uma brasileira. 

A detenção desta sexta foi a segunda realizada no mesmo dia. Na quinta-feira, um homem de 47 anos foi levado sob custódia por supostamente ter entrado em contato com o principal suspeito do crime. Na sexta, um homem de 35 anos, residente de Nice, suspeito de ter encontrado com o principal suspeito um dia antes do ataque, também foi preso. A terceira prisão ocorreu logo depois, segundo as autoridades.

O homem que é apontado como autor da ação foi baleado no ombro por policiais e segue hospitalizado em estado crítico, sob custódia. 

O ataque em Nice ocorreu menos de duas semanas após um professor de história francês que utilizou caricaturas de Maomé durante uma aula sobre liberdade de expressão ter sido decapitado, e se insere num contexto de tensões crescentes entre a França e países islâmicos.

Depois do ataque em Nice, o governo da França elevou para o nível máximo o alerta terrorista, sobretudo em templos religiosos.

O presidente do país, Emmanuel Macron, conversou na noite nesta sexta-feira com o papa Francisco e garantiu que lutará "sem descanso contra o extremismo, para que todos os franceses possam viver a fé em paz e sem medos".

As vítimas

O terrorista entrou Basílica de Notre-Dame, no centro de Nice, e em 30 minutos matou três pessoas a facadas: uma idosa de 60 anos que quase foi decapitada, o sacristão do templo, de 55 anos, e a brasileira Simone Barreto Silva, de 44 anos. Simone ainda conseguiu deixar a igreja e tentou se esconder em um restaurante próximo, mas não resistiu aos ferimentos.

Aos 44 anos, a brasileira morava na França havia 30, e integrava uma família que promove projetos de matriz afro-brasileira no país. Baiana, atuando como cuidadora de idosos, deixa três filhos. /REUTERS e EFE

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