OLI SCARFF / AFP
OLI SCARFF / AFP

Boris Johnson é favorito para substituir Theresa May

‘Garoto-propaganda’ da campanha pelo Brexit em 2016 afirmou que ‘com certeza’ vai concorrer ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2019 | 11h21

LONDRES - O parlamentar britânico Boris Johnson, um dos principais líderes da campanha do Brexit, confirmou que vai concorrer ao cargo de primeiro-ministro após a renúncia de Theresa May, anunciada na manhã desta sexta-feira.

Em discurso durante conferência na Suíça horas depois de May afirmar que deixará o cargo em junho, Johnson se dirigiu à premiê, dizendo que ela foi “paciente e estoica” ao enfrentar todas as dificuldades relacionadas à saída do Reino Unido da União Europeia.

O próximo premiê britânico também pode recuperar as negociações estagnadas com a UE sobre um acordo para o Brexit, disse Johnson.

“Um novo líder terá a oportunidade de fazer as coisas de modo diferente e ter o ímpeto de uma nova administração”, afirmou. Ele é apontado pela imprensa britânica com um dos favoritos para o cargo e defende um rompimento mais duro com a União Europeia.

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Boris Johnson foi um dos líderes da campanha pelo Brexit

Boris Johnson, o garoto-propaganda da campanha oficial do Brexit em 2016 e favorito das casas de apostas para suceder May, quer um rompimento mais radical do que o proposto pela premiê. Outros candidatos fortes ao cargo são Sajid Javid, Michael Gove e Jeremy Hunt. O líder do opositor Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, quer implantar uma série de políticas socialistas clássicas. Ele votou contra a filiação à UE em 1975, apoiou a permanência no bloco com relutância em 2016 e só demonstrou apoio morno a um novo referendo.

May anuncia que deixará o cargo em Junho

 Theresa May, primeira-ministra do Reino Unido, anunciou nesta sexta-feira, 24, que deixará o cargo em 7 de junho para que o Partido Conservador possa escolher um novo líder, que será responsável por concretizar o Brexit, algo que ela não conseguiu fazer. Países europeus e a Comissão Europeia reagiram ao anúncio da premiê

"Tentei três vezes, (mas) não fui capaz", disse ela, referindo-se a sua tentativa e de fazer o Parlamento aprovar o acordo de saída da União Europeia (UE), em uma declaração em frente a sua residência oficial em Londres, no número 10 de Downing Street. 

Como fica o Reino Unido após a renúncia

final do governo da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, vai inaugurar uma fase ainda mais turbulenta na desfiliação britânica da União Europeia, o Brexit, já que qualquer líder novo provavelmente tentará fechar um acordo de separação mais duro e pode haver uma eleição dentro de nove meses. O país deve acabar saindo com um acordo de transição mais suave, sair abruptamente sem um acordo ou até mesmo permanecer na UE. Outro adiamento é provável.  / REUTERS

 

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