Korea Summit Press Pool via The New York Times - 27/04/18
Korea Summit Press Pool via The New York Times - 27/04/18

Coreia do Sul priorizará desnuclearização na próxima cúpula intercoreana

Governo sul-coreano diz que continuará a trabalhar com a Coreia do Norte para garantir cumprimento da promessa de Kim Jong-un

O Estado de S.Paulo

30 Agosto 2018 | 03h48

SEUL - O governo da Coreia do Sul afirmou nesta quinta-feira, 30, que priorizará a desnuclearização da península coreana na próxima cúpula entre o presidente sul-coreano Moon Jae-in e o líder norte-coreano, Kim Jon-un.

O encontro ocorrerá em setembro, em data ainda a ser definida, e será a terceira cúpula bilateral intercoreana neste ano e a primeira realizada em Pyongyang, marcando a primeira visita de um presidente sul-coreano à Coreia do Norte nos últimos dez anos. 

"A desnuclearização é o tema mais importante nas conversas entre os líderes das duas Coreias e dos Estados Unidos", afirmou o porta-voz do governo sul-coreano, em declarações divulgadas pela agência de notícias Yonhap.

Em relação ao aparente impasse no diálogo entre Washington e Pyongyang para o desarmamento do regime norte-coreano, o porta-voz acrescentou que a postura de Seul "continua sendo a de concentrar as discussões na resolução da questão da desnuclearização".

Na última sexta-feira, 17, o presidente americano, Donald Trump, cancelou a viagem prevista de seu secretário de Estado, Mike Pompeo, a Pyongyang após considerar que "não houve avanço suficiente em relação com a desnuclearização da península coreana".

Nesta semana, as incertezas sobre o estado das relações diplomáticas entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte aumentaram após o secretário de Defesa americano, Jim Mattis, anunciar que não descartava retomar exercícios militares na península coreana, manobras consideradas "provocadoras" pelo regime norte-coreano.

No entanto, Trump afirmou nessa quarta-feira, 29, que as coisas estão indo bem com a Coreia do Norte, apesar da falta de progresso nas negociações bilaterais, e culpou a China e a disputa comercial entre Washington e Pequim. //EFE

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