Robyn Beck / AFP
Robyn Beck / AFP

EUA deportam brasileiros em voo para Belo Horizonte

Imigrantes tentaram entrar ilegalmente nos Estados Unidos através do México

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2020 | 17h15

O governo americano enviou nesta sexta-feira, 24, um grande número de brasileiros de volta para o Brasil em um voo charter, na segunda grande deportação de imigrantes que tentaram entrar ilegalmente nos Estados Unidos através do México.

O voo partirá de El Paso, no Texas, e chegará amanhã cedo em Belo Horizonte, confirmou o Ministério de Relações Exteriores do Brasil ao Estado, sem informar quantos brasileiros estão sendo deportados. Outro voo fretado em outubro trouxe 70 brasileiros que tinham tentado entrar ilegalmente nos EUA.

Os dois voos foram os primeiros autorizados pelo Brasil desde 2006 e marcam uma mudança de política do presidente Jair Bolsonaro, que tem buscado relações mais próximas com o governo de Donald Trump, disseram dois funcionários brasileiros sob condição de anonimato.

Anteriormente, o Brasil rejeitou receber deportações em massa dos EUA, mas agora está permitindo essas transferências para ajudar na política de Trump de acelerar a deportação de imigrantes ilegais, disseram os funcionários.

“O que podemos fazer? Eles foram detidos na fronteira e não têm condições de entrar nos EUA. Temos de trazê-los de volta”, disse outro funcionário à agência Reuters.

Trump tornou a imigração ilegal uma questão central de sua presidência e de sua campanha pela reeleição. Seu governo aprovou uma série de políticas para limitar a entrada de ilegais pela fronteira com o México e prometeu ampliar a deportação de imigrantes vivendo ilegalmente nos EUA.

Matthew Albence, diretor interino de Imigração e Alfândega, que coordena os voos de deportação, disse que os voos charter são mais eficientes. “Podemos colocar 70 pessoas em um voo e mandá-los juntos, em vez de 70 individualmente”, disse Albence. “É certamente mais barato e eficiente.”

O número de brasileiros detidos pelos agentes de imigração na fronteira com o México chegou a 17.900 em 2019, mais de dez vezes do que em 2018, segundo o governo americano. /Com informações da Reuters

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