Elias Marcou/Reuters
Elias Marcou/Reuters

Polícia da Grécia encaminha imigrantes a novo acampamento após incêndio

Kara Tepe já abriga 3 mil pessoas; parte dos refugiados está relutante em fazer mudança

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2020 | 17h41

ATENAS - A polícia grega transferiu centenas de imigrantes retidos na ilha de Lesbos para um novo acampamento temporário nesta quinta-feira, 17, mais de uma semana após um incêndio devastar o maior campo de refugiados do país.

A operação policial, deflagrada na manhã desta quinta-feira com 70 policiais, tinha como objetivo fornecer abrigo, comida e proteger a saúde pública, disse o porta-voz do governo, Stelios Petsas, a repórteres.

“A operação começou com muitos policiais vestindo macacões brancos, as coisas estão calmas e os imigrantes estão se dirigindo lentamente para o novo acampamento”, disse uma testemunha à agência Reuters.

O incêndio que destruiu as instalações do acampamento Moria há uma semana deixou mais de 12 mil pessoas sem abrigo, saneamento adequado e acesso a comida e água. A maioria dos imigrantes veio do Afeganistão, da Síria e de vários países africanos.

As autoridades afirmaram que o incêndio foi iniciado por imigrantes. Ninguém ficou ferido.

O novo acampamento temporário em Kara Tepe, perto do porto da ilha de Mitilene, está pronto para receber pelo menos 8 mil pessoas, mas as autoridades alegaram que alguns dos imigrantes estavam relutantes em se mudar porque esperavam deixar a ilha.

Grupos carregando suas bagagens em carrinhos de compras caminharam até o acampamento, mostraram imagens da Reuters.

“A operação continuará até que todos os que estão nas ruas sejam abrigados”, disse um policial, que não quis ser identificado.

No início da quarta-feira, apenas 1.200 haviam se mudado voluntariamente, mas mais pessoas chegaram no final do dia. Na tarde desta quinta-feira, o acampamento de Kara Tepe abrigava 3 mil pessoas, e 77 migrantes testaram positivo para covid-19, disse uma autoridade do governo. Petsas afirmou que “era questão de alguns dias” para que os migrantes fossem totalmente reassentados./REUTERS

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