Khalid Mohammed/AP
Khalid Mohammed/AP

Iraque condena 9 franceses à morte em 2 semanas por serem membros do Estado Islâmico

França considera "julgamento justo", mas se opõe à pena de morte

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de junho de 2019 | 08h39

Tribunal do Iraque condenou à morte mais dois extremistas franceses por serem membros do grupo terrorista Estado Islâmico, de acordo com uma fonte judicial. 

Os condenados são Fadil Hamad Abdallah, de 33 anos, de origem marroquina, e Vianney Jamal Abdelqader, de 29 anos. A fonte ouvida pela imprensa falou sob condição de anonimato. Outros três franceses serão julgados nesta segunda-feira, 03. Nas últimas duas semanas, nove cidadãos franceses foram condenados à pena de morte sob as mesmas circunstâncias. 

O governo do presidente Emmanuel Macron afirmou que respeita a soberania do Iraque, mas o país se opõe à pena de morte. "Somos contra a pena de morte e dizemos isso claramente", declarou o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Yves Le Drian. Ele reiterou a posição de Paris de não levar de volta para julgar seus cidadãos que se juntaram ao EI. Ao mesmo tempo, afirmou que esforços diplomáticos estão sendo intensificados para que quatro - dos nove - cidadãos não sejam executados. 

Na última quarta-feira, 29, Le Drian declarou que os - até então sete - condenados receberam um "julgamento justo". "Eu gostaria de dizer, ao contrário do que ouço aqui e ali: os julgamentos são justos", disse ele à Assembleia Nacional. Os advogados das famílias dos jihadistas têm denunciado uma justiça diligente no Iraque e exigem julgamento na França. Bagdá já condenou mais de 500 estrangeiros do EI - homens e mulheres - mas nenhum foi executado até agora. / AP / AFP / REUTERS 

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