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Anna Moneymaker/The New York Times
Anna Moneymaker/The New York Times

Trump ameaça impor sanções ao Iraque se país expulsar tropas americanas e sobe o tom contra o Irã

Presidente dos Estados Unidos afirmou que o governo iraniano não terá armas nucleares, um dia depois de Teerã anunciar a decisão de ignorar os limites impostos ao seu programa de enriquecimento de urânio

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2020 | 00h19
Atualizado 06 de janeiro de 2020 | 13h04

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou aplicar sanções contra o aliado Iraque após o Parlamento do país pedir que tropas americanas deixassem seu território e voltou  a subir o tom contra o Irã. "O Irã nunca terá a arma nuclear", escreveu Trump no Twitter em letras maiúsculas nesta segunda-feira, 6, um dia depois de Teerã anunciar sua decisão de ignorar os limites impostos ao seu programa de enriquecimento de urânio.  

A declaração sobre as sanções ao Iraque foi feita no domingo 5, em entrevista a repórteres do Air Force One. "Temos uma base aérea extraordinariamente cara que está lá. Custou bilhões de dólares para construir, muito antes do meu tempo. Não sairemos a menos que nos paguem", disse Trump a repórteres.

O presidente americano disse ainda que, se o Iraque pedir que as forças dos EUA saiam e isso não seja feito de maneira amigável, "cobraremos sanções como nunca haviam visto antes. Isso fará com que as sanções iranianas pareçam um pouco domésticas".

Na ocasião, Trump alertou novamente para uma "grande retaliação" caso o Irã decida revidar a morte do general iraniano Qassim Suleimani na última quinta-feira, 2. O presidente também insistiu na ameaça de atacar instituições culturais iranianas. "Eles têm permissão para usar bombas na estrada e explodir nosso povo, e não podemos tocar em seus locais culturais? Não é assim que funciona", disse ele.

O direcionamento a locais culturais com ação militar é considerado crime de guerra sob o direito internacional, incluindo uma resolução do Conselho de Segurança da ONU apoiada pelo governo Trump em 2017 e a Convenção de Haia de 1954 para a proteção de bens culturais.

No domingo, milícias apoiadas pelo Irã no Iraque exigiram que os parlamentares iraquianos participassem de uma sessão para votar a possível expulsão de tropas dos Estados Unidos do país. É mais um desdobramento da morte de Qassim Suleimani, que colocou o país no centro de um conflito crescente entre seus dois aliados mais importantes, os EUA e o Irã. Atualmente há cerca de 5 mil soldados americanos em território iraquiano.

Dentro da sala do parlamento no domingo, os parlamentares gritaram: "América fora! Bagdá permanece livre!"

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O ataque dos EUA em Bagdá que matou o general Qassim Suleimani, um dos principais líderes paramilitares do Iraque, levantou a possibilidade de confronto direto entre os EUA e o Irã. Com seus dois principais aliados cada vez mais em desacordo, o governo iraquiano enfrenta a perspectiva de decidir se continua sendo parceiro do Ocidente ou acaba firmemente no campo iraniano.

O ataque dos EUA também colocou em dúvida a durabilidade da campanha liderada pelos EUA contra o Estado Islâmico em um momento em que os militantes estão tentando se reagrupar no Iraque e na Síria depois de serem derrotados militarmente.

O Irã prometeu retaliar a morte do general Suleimani, aumentando o medo de conflitos mais amplos em toda a região, onde o comandante morto da ala estrangeira do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica cultivou uma rede de procuradores que poderiam ser ativados para atacar os interesses dos EUA. /Com informações da Reuters

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