AP Photo/Ben Curtis
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Partido rompe com Mugabe e marcha é convocada por renúncia no Zimbábue

Líder fez pela manhã sua primeira aparição pública, desde que foi colocado em prisão domiciliar pelos militares

O Estado de S.Paulo

17 Novembro 2017 | 16h22

HARARE - Quatro dias após o Exército do Zimbábue tomar o poder no país, o Zanu-PF – partido do governo – pediu nesta sexta-feira, 17, que o presidente Robert Mugabe, de 93 anos, renuncie ao cargo e ao comando da legenda.  

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Um ato contra Mugabe, que governa o país há 37 anos, foi convocado para a manhã de sábado em Harare. O líder fez pela manhã sua primeira aparição pública, desde que foi colocado em prisão domiciliar pelos militares

O apoio a Mugabe, que governou o Zimbábue com mão de ferro por quase quatro décadas, se esvaiu nos últimos dias, principalmente em núcleos importantes do governo, como a polícia. 

Não há nada a ser comemorado no Zimbábue

A imprensa estatal informou no fim da tarde que os dez comitês regionais do Zanu-PF aprovaram uma moção de desconfiança contra Mugabe e acreditam que o líder não tem mais condições de liderar o Zimbábue em virtude de sua idade avançada. O partido também decidiu aderir ao protesto de amanhã contra o ditador. Ainda não está claro se o comitê central do Zanu-PF aceitará a decisão dos diretórios regionais.

Em reunião com chanceleres africanos na sede do Departamento d3 Estado em Washington, o secretário de Estado Rex Tillerson pediu que o substituto de Mugabe respeite os direitos humanos e a democracia. 

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O governo da China pediu que a crise política no Zimbábue seja resolvida dentro do quadro legal. /AP e REUTERS

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