Valdenio Vieira/PR
Valdenio Vieira/PR

Antes de se encontrar com Putin, Bolsonaro faz visita ao Kremlin e se compara a Pedro II

Antes da visita, o presidente, assim como toda a comitiva e profissionais de imprensa, terá de fazer um teste de covid-19 para entrar na sede de governo russo

Eduardo Gayer, enviado especial a Moscou, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2022 | 15h45
Atualizado 15 de fevereiro de 2022 | 17h36

 MOSCOU - Em seu primeiro dia na Rússia, o presidente Jair Bolsonaro (PL) visitou o Kremlin, sede do governo russo. Bolsonaro estava acompanhado pelos ministros Augusto Heleno (GSI) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-geral da Presidência) e pelo filho Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), vereador do Rio de Janeiro e filho "Zero Dois" do chefe do Executivo.

A visita às instalações do Kremlin foi apenas protocolar. Bolsonaro retornará à sede do governo da Rússia amanhã para reunião oficial com o presidente Vladimir Putin.

Antes da visita, o presidente, assim como toda a comitiva e profissionais de imprensa, terá de fazer um teste de covid-19 para entrar na sede de governo russo. Pelo protocolo sanitário do Kremlin, os testes são diários. 

Ao final de seu primeiro dia em Moscou, o presidente Jair Bolsonaro (PL) foi ao Twitter comemorar a relação diplomática do Brasil com a Rússia e disse que o País tem “vocação de amizade” com todas as nações.

“Em 1876, Dom Pedro II foi o 1° estadista brasileiro a visitar a Rússia. 146 anos depois, no ano em que comemoramos 200 anos da independência do Brasil, tenho a satisfação de realizar o mesmo percurso. Nosso Brasil tem vocação de amizade com todas as nações do mundo”, publicou o presidente.

Bolsonaro anexou à postagem dois registros da imprensa russa: um do século XIX, com a visita de Dom Pedro II em destaque; outro da agência estatal Tass, com o relato do encontro entre Bolsonaro e Putin, que acontecerá amanhã.

Mais cedo, Bolsonaro foi recebido no Aeroporto de Moscou por Serguei Ryabkov, número dois da chancelaria russa. Putin e seu ministro de Relações Exteriores, Serguei Lavrov, estavam ocupados com a crise na Ucrânia. O líder russo se reuniu no Kremlin com o chanceler alemão, Olaf Scholz. 

Putin prometeu retirar uma parte das tropas que cercam a fronteira ucraniana depois de Kiev indicar que pode desistir de aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) - uma das razões para a ameaça russa de invasão. No Brasil, aliados de Bolsonaro tentaram se aproveitar do anúncio para vincular falsamente a decisão de Putin à visita do presidente. O anúncio russo foi feito antes mesmo de Bolsonaro pousar em Moscou. 

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