Matt Holyoak/CameraPress/PA Wire/Handout via Reuters
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Príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II do Reino Unido, morre aos 99 anos

O duque de Edimburgo, que se casou com a futura rainha em 1947, trouxe a monarquia para o século 20, mas muitas de suas posições francas prejudicaram sua imagem

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2021 | 08h18
Atualizado 09 de abril de 2021 | 14h06

LONDRES - O príncipe Philip, marido da rainha Elizabeth II, pai do príncipe Charles e patriarca de uma família real turbulenta que ele ajudou a estabilizar, morreu na sexta-feira, 9, no Castelo de Windsor, na Inglaterra. Ele tinha 99 anos.

Descrito pela rainha como sua "força e permanência" nos 73 anos em que estavam casados, ele “morreu em paz”, segundo o anúncio feito pelo Palácio de Buckingham, que não informou a causa da morte.

Bandeiras em edifícios históricos no Reino Unido estavam sendo postas a meio mastro antes do período de luto ser anunciado.

“É com profunda tristeza que Sua Majestade a Rainha anuncia a morte de seu amado marido, Sua Alteza Real o Príncipe Philip, Duque de Edimburgo. Sua Alteza Real faleceu em paz esta manhã no Castelo de Windsor. Novos anúncios serão feitos oportunamente. A Família Real junta-se a pessoas de todo o mundo no luto pela sua perda”, diz o comunicado do Palácio de Buckingham.

O duque de Edimburgo, que detém o recorde de longevidade de todos os consortes ingleses, e que serviu à Marinha durante a 2ª  Guerra Mundial, estava aposentado de serviços oficiais desde 2017. 

Na ocasião, ele anunciou que estava renunciando aos compromissos reais, brincando que "não conseguia mais se levantar". Ele fez uma última aparição pública oficial no final de2017, durante um desfile da Marinha Real no pátio do Palácio de Buckingham.

Desde então, ele raramente foi visto em público, passando a maior parte de seu tempo na propriedade Sandringham, em Norfolk, embora se mudasse para ficar com a rainha Elizabeth II no Castelo de Windsor durante os períodos de bloqueio causados pela pandemia. Foi ali que o casal celebrou discretamente seu aniversário de casamento de73 anos, em novembro de 2020. Ele também comemorou seu 99º aniversário em confinamento no Castelo de Windsor.

Philip foi hospitalizado várias vezes nos últimos anos devido a uma série de doenças, a última delas em fevereiro, disse o palácio. A rainha e o príncipe Philip receberam suas primeiras doses da vacina contra o coronavírus em janeiro.

Ele morre no momento em que o Palácio de Buckingham está enfrentando uma série de turbulências, desta vez por causa da entrevista polêmica dada pelo príncipe Harry e sua esposa, Meghan Markel, a Oprah Winfrey. Na entrevista, veiculada em 7 de março, o o casal acusou a monarquia de racismo e crueldade contra membros da família real.

Como marido da rainha, Philip tentou conduzir ao século 20 uma monarquia repleta de vícios do século 19. Mas a pompa foi ofuscada por escândalos em série, e os casamentos reais foram seguidos por divórcios sensacionalistas. Ele dizia que após tantos escândalos sua missão havia mudado. Agora “era para ajudar a preservar a própria coroa”, em suas palavras.

Nascido na ilha de Corfu, na Grécia, o Príncipe Philip, que certa vez se descreveu como “um príncipe dos Bálcãs desacreditado, sem nenhum mérito ou distinção particular”, desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento da monarquia moderna no Reino Unido.

Embora nunca tenha recebido oficialmente o título de príncipe consorte, ele viveu uma vida dedicada aos deveres reais. Renunciou à sua promissora carreira naval, que alguns acreditavam que poderia tê-lo levado ao posto de Primeiro Lorde do Mar, o cargo mais alto da marinha britânica, e aceitou o papel de coadjuvante, que exigia que ele andasse vários metros atrás de seu esposa.

Tendo feito essa escolha, ele mergulhou na vida nacional, conquistando um papel público único. Ele foi o membro mais enérgico da família real, segundo muitos especialistas. / NYT, AP e REUTERS

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