'Quero que vocês se explodam', tuíta Flávio Bolsonaro sobre reportagem em que Hamas critica seu pai

'Quero que vocês se explodam', tuíta Flávio Bolsonaro sobre reportagem em que Hamas critica seu pai

Filho de Jair Bolsonaro escreveu mensagem em resposta à uma notícia sobre os ataques do movimento radical palestino à visita do presidente brasileiro ao Muro das Lamentações; momentos depois ele deletou o tuíte

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de abril de 2019 | 18h03
Atualizado 02 de abril de 2019 | 19h36

O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, reagiu de maneira inflamada em sua conta no Twitter às críticas do movimento radical palestino Hamas à visita de seu pai a Israel. “Quero que vocês se EXPLODAM!!!”, escreveu em sua conta no Twitter o senador da República. Ele deletou o tuíte minutos depois. 

O Hamas é considerado um movimento terrorista pelos Estados Unidos, e no passado praticou diversos atentados a bomba. O grupo radical islâmico atacou na segunda-feira, 1º, a visita de Jair Bolsonaro ao Muro das Lamentações ao lado do premiê israelense Binyamin Netanyahu e pediu uma "reação unida" dos países árabes".se tornou um movimento político e controla a Faixa de Gaza.

Em sua nota, o Hamas afirmou que a visita não apenas contradiz a histórica atitude do povo brasileiro de apoio à causa palestina, mas também viola leis internacionais.  “Essa política não ajuda a estabilidade e a segurança da região e ameaça os laços do Brasil com países árabes e muçulmanos”, diz a nota. “Em particular, o Hamas denuncia a visita do presidente brasileiro à Cidade Sagrada de Jerusalém acompanhada do primeiro-ministro de Israel.”

O grupo pede que o Brasil reverta sua política para a região e pede que a Liga árabe pressione o governo brasileiro para por fim ao apoio à ocupação israelense dos territórios palestinos.

Na segunda, Bolsonaro visitou o Muro das Lamentações ao lado do premiê Binyamin Netanyahu. No muro, que é o lugar de culto mais importante para os judeus, Bolsonaro e Netanyahu fizeram uma oração e acenaram para a imprensa. 

Instantes antes, o presidente brasileiro esteve na Basílica do Santo Sepulcro, o templo mais sagrado para o cristianismo. Os dois locais ficam na Cidade Velha de Jerusalém, em uma área cujo controle é disputado por israelenses e palestinos.

A visita de Bolsonaro a Israel

Bolsonaro embarcou para Israel no último sábado, 30, com o objetivo de estreitar as relações entre o país e o Brasil. Lá, o presidente se deparou com um protesto do Greenpeace contra o desmatamento na Amazônia, em frente ao hotel no qual está hospedado. Ele também condecorou a brigada militar israelense que ajudou no resgate às vítimas de Brumadinho e prometeu decidir sobre uma embaixada brasileira no país até 2022

No domingo, 31, o presidente e a delegação brasileira encerraram o dia com um jantar regado a peixe, filé e vinhos. Nesta terça-feira, 2, depois de visitar o Yad Vashem, o Centro de Memória do Holocausto, em Jerusalém, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, disse concordar com o chanceler Ernesto Araújo em relação à avaliação de que o nazismo foi um movimento de esquerda. Bolsonaro deve ficar no país até a próxima quarta-feira, 3, quando embarca para Las Palmas e, de lá, volta para Brasília. 


 


 

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