AP Photo/Evan Vucci
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Antes do discurso de Trump sobre acordo nuclear iraniano, Rússia e China fazem alerta aos EUA

Presidente americano deve anunciar nesta sexta-feira a retirada de seu apoio ao pacto histórico

O Estado de S.Paulo

13 Outubro 2017 | 09h43

MOSCOU - Uma eventual rejeição do presidente americano, Donald Trump, a certificar o acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano "poderia agravar seriamente" a situação, denunciou nesta sexta-feira, 13, o Kremlin, a poucas horas de um discurso muito esperado do republicano sobre este pacto.

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"Ações deste tipo seguramente vão afetar a previsibilidade, a segurança, a estabilidade e a não proliferação no mundo todo", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, advertindo que "poderia agravar seriamente a situação relativa ao dossiê nuclear iraniano".

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A China também alertou para a importância de manter o pacto. "Acreditamos que este acordo é importante para assegurar o regime internacional de não proliferação nuclear, assim como a paz e a estabilidade da região. Esperamos que todas as partes sigam preservando e aplicando este acordo", afirmou a porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores, Hua Chunying.

Ela disse que o chefe da diplomacia chinesa, Yang Jiechi, conversou sobre o tema por telefone na véspera com o secretário de Estado americano, Rex Tillerson.

A China foi uma das seis potências - ao lado de Alemanha, EUA, França, Reino Unido e Rússia - a assinar em 2015 com o Irã um acordo para impedir que o país produza armamento atômico, em troca da retirada progressiva das sanções contra Teerã.

Trump deve anunciar nesta sexta-feira a retirada de seu apoio ao acordo histórico assinado com o Irã, apesar de a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmar que a República Islâmica respeita os compromissos.

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Caso o presidente americano opte por esse caminho, a decisão passará ao Congresso dos EUA. Os legisladores terão 60 dias para decidir se voltam a impor as sanções retiradas em 2015. Um retorno delas ao Irã culminaria no fim do acordo. / AFP

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