Luca Zennaro / Ansa via AP
Luca Zennaro / Ansa via AP

Sobe para 39 o número de mortos no desabamento de ponte na Itália

Operações de busca e resgate seguem em andamento; governo italiano avalia revogar o contrato de concessão ao grupo que administra a via onde o viaduto está localizado

O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2018 | 03h41
Atualizado 16 Agosto 2018 | 15h17

GÊNOVA, ITÁLIA - O número de mortos no desabamento da Ponte Morandi em Gênova, na Itália, subiu para 39 nesta quarta-feira, 15, segundo o chefe de proteção civil, Angelo Borrelli. O ministro do Interior, Matteo Salvini, disse que três crianças - de 8, 12 e 13 anos - estão entre as vítimas. 

A embaixada do Chile na Itália informou que há três cidadãos chilenos entre os mortos. "Seus nomes são Juan Figueroa, Nora Castillo e Carlos Pastelli", disse uma fonte oficial.

As equipes de emergência resgataram 16 feridos, 12 deles estão internados em estado grave. As autoridades citaram ao menos 10 desaparecidos.

Salvini agradeceu os esforços das equipes de resgate e afirmou que o governo italiano fará o possível para "identificar os culpados pelo desastre, que não sairão impunes".

As operações de busca e resgate seguiram em andamento nesta manhã. As equipes trabalharam durante toda a noite entre toneladas de pedaços de concreto e aço na tentativa de encontrar sobreviventes ou corpos. 

Durante a madrugada, os socorristas escutaram vozes entre os blocos de cimento, o que despertou a esperança de encontrar sobreviventes. "Retiramos três corpos dos escombros", contou o bombeiro Emanuele Gissi. "Este é um momento muito difícil para todos porque temos um número muito elevado de vítimas. As equipes de resgate não perdem a esperança de encontrar sobreviventes, mas quanto mais o tempo passar, mais difícil será", admitiu Riccardo Sciuto, comandante de polícia da Província de Gênova.

Um total de 440 pessoas foram obrigadas a abandonar suas residências e 11 edifícios da região foram esvaziados pelo temor de queda de outras pilastras. As autoridades investigam o que pode ter provocado o acidente de terça-feira, que culminou na queda de um trecho de 215 metros da ponte estaiada restaurada em 2016.

Revogação de concessão

Também nesta quarta-feira, o governo italiano anunciou que avalia revogar o contrato de concessão ao grupo que administra a via onde o viaduto está localizado. "Para começar, os dirigentes da Autostrade per l'Italia devem renunciar aos seus cargos. Já que houve falhas graves, iniciamos os procedimentos para uma eventual revogação das concessões e aplicação de até € 150 milhões de multa", disse o ministro italiano de Infraestruturas e Transportes, Danilo Toninelli, em sua conta no Facebook.

Após visita aos escombros, o premiê italiano, Giuseppe Conte, prometeu lançar um plano de monitoramento e vistoria das obras de infraestrutura em todo o país, com atenção especial às mais antigas.

A Ponte Morandi foi construída entre 1963 e 1967 e passou por três reformas para suportar o tráfego intenso de veículos pesados. / AFP, AP e EFE

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