Agência Mizan / Wana / Reuters
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Irã anuncia liberação de petroleiro sueco de bandeira britânica retido no Estreito de Ormuz

Teerã interceptou a embarcação no dia 19 de julho sob alegação de que ela não respeitou o código marítimo internacional; premiê britânico culpa iranianos por ataques a instalações sauditas

Redação, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2019 | 08h15

TEERÃ - O porta-voz do governo do Irã, Ali Rabiei, anunciou nesta segunda-feira, 23, a liberação do petroleiro sueco de bandeira britânica que estava retido desde julho por Teerã no Estreito de Ormuz.

"O processo legal terminou e as condições para liberar o petroleiro foram cumpridas. O petroleiro está livre para partir", afirmou Rabiei. O "Stena Impero" pertence a uma empresa sueca, mas tem bandeira britânica.

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O Irã interceptou o petroleiro no dia 19 de julho no Estreito de Ormuz. O "Stena Impero" foi levado ao porto iraniano de Bandar Abbas. 

De acordo com a Guarda Revolucionária do Irã, a embarcação não respeitou o código marítimo internacional e colidiu com um pesqueiro.

‘Grace 1'

A retenção do navio ocorreu 15 dias depois do petroleiro iraniano "Grace 1" passar pela mesma situação em Gibraltar, interceptado pelas autoridades do Reino Unido.

Gibraltar ordenou a detenção do navio por suspeita de que o petroleiro transportava combustível para a Síria, o que violaria as sanções europeias contra este país.

As autoridades iranianas negaram que a captura do "Stena Impero" tenha sido uma represália pelo que aconteceu com o "Grace 1".

Em 18 de agosto, as autoridades britânicas autorizaram a saída do "Grace 1", apesar dos pedidos dos Estados Unidos por uma prorrogação da detenção.

Johnson culpa Irã por ataques a instalações sauditas

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, acusou o Irã de estar por trás dos ataques contra duas instalações de petróleo da Arábia Saudita, em uma entrevista a jornalistas que acompanham sua viagem a Nova York, onde deve se reunir com o presidente iraniano, Hassan Rohani.

"Posso dizer que o Reino Unido atribui ao Irã com um nível muito elevado de probabilidade os ataques da Aramco" (o grupo estatal saudita de petróleo), afirmou o líder conservador a bordo do avião que o transporta para Nova York para a Assembleia-Geral da ONU, segundo a agência britânica Press Association.

"A dificuldade é saber como organizar uma resposta internacional", disse o chefe de governo. "Vamos trabalhar com nossos amigos americanos e nossos amigos europeus para construir uma resposta que tente reduzir as tensões na região do Golfo.”

O Irã nega qualquer envolvimento nos ataques de 14 de setembro, atribuídos a Teerã por Washington. / AFP

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